Rubia Gouveia

CNV & Finanças

A gente mira na autenticidade e acerta no efeito manada

Sobre mim

Rubia Gouveia

@rubiagouveia

É a obsessão pelas estratégias padrão que nos cegam para o que é mais importante. 

Normal. Normalidade. Norma. O que nos é imposto culturalmente e reproduzimos, mesmo que não faça o menor sentido.

A gente mira na autenticidade e acerta no efeito manada. Queremos respeito e reconhecimento como pessoas únicas, mas nos comportamos para encaixar nos lugares e relações. Nós repetimos padrões o tempo todo de forma tão automática, que mesmo o que foi culturalmente normalizado se confunde com o que é natural do ser humano, intrínseco. Essa dinâmica custa muito caro.

Seguimos fórmulas prontas para vidas e pessoas que são únicas, que não nos representam. E estamos quebradas: física, emocional, e financeiramente, gastando tudo que temos (tempo, dinheiro e energia) para “alcançar” o que alguém rotulou como sucesso. A gente se perde de si

Por que olhamos mais para fora do que para dentro? 

Desde criança, buscamos referências. Eu sigo exemplos próximos para me conectar, para pertencer. Quando adultos essas influências vêm também de outros ambientes. Então, se perguntarem quanto dinheiro precisamos, dificilmente a gente olha pra dentro e faz contas. A gente olha pra alguém que temos como exemplo e quanto precisaríamos pra ter AQUELA vida.

A internet nos mostra o tempo todo coisas que a gente nem sabia que “precisava”. Como você se sente com tantas imagens de pessoas supostamente felizes e bem-sucedidas nas redes sociais? 

Precisamos separar o que é psicológico do que é financeiro. Porque se você já tem as necessidades básicas atendidas, são baixas as chances de mais dinheiro te fazer mais feliz. A mesma mente que nos APRISIONA em vícios, bagagens psicológicas e comparações, é a mente que quer mais dinheiro pra ser “mais livre”. 

E falando em liberdade, o autor do best-seller “Zen – A Arte de Viver com Simplicidade”, Shunmyo Masuno, explica como focar no aqui e agora pode nos libertar. Segundo ele, ao parar de se comparar com os outros, 90% de suas obsessões desaparecerão. Evitar o comportamento competitivo, segundo ele, é a maneira zen de prevenir a ansiedade. 

Nassim Nicholas Taleb diz que “o verdadeiro sucesso é abandonar a disputa desenfreada e passar a modular nossas atividades visando obter paz de espírito”

Mesmo sabendo que comparações podem não ser saudáveis, muitas vezes elas são uma defesa, principalmente para quem está vivendo no automático: Quando olho para fora, a resposta vem “pronta”. Mesmo que seja uma solução ou exemplo que não faz sentido para mim, aparentemente eu economizo energia ao não reinventar a roda. Além disso, seguir uma fórmula pronta desarma a carga da minha responsabilidade, caso ela não funcione. Afinal, "não foi ideia minha", eu “só acreditei e confiei”. 

Tenho sido insistente quanto a olhar para dentro e protagonizar de fato as escolhas, mas tem outra forma? Tem funcionado para nós humanos olharmos tanto para fora?

Muito obrigada e até a próxima semana?

bubble

Mais artigos